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O que mudou para a EF nos últimos 6 meses

Passados mais de 6 meses com este novo Governo o que de essencial mudou para a Educação Física. A resposta é fácil – pouco ou quase nada.

As medidas levadas à prática pelo anterior Ministério de Educação e Ciência de Nuno Crato com impacto direto na Educação Física das nossas escolas continuam inalteradas, iguais a setembro de 2015 com o governo PSD/CDS. Referimo-nos especificamente:

  • à Avaliação da Educação no Ensino Secundário. Não havendo qualquer razão científica, social ou moral que justifique a tomada de decisão do anterior governo em tornar a EF a única disciplina do Ensino Secundário que não deverá ser contabilizada para finalização do Ensino Secundário ou para o cálculo da média ao Ensino Superior, porque espera este novo Governo para tomar uma medida?
  • à integração da Educação Física no grupo curricular das Expressões e Tecnologias no 3º ciclo do Ensino Básico. Está prevista alguma mudança no 139/2012 no sentido de retirar a EF desta área e colocar como condição um mínimo de 135 minutos semanais, para todos os alunos de todas as escolas públicas em Portugal? Segundos os nossos dados, em 2014  21,4% das escolas no Ensino Básico e 23,4% das escolas no Ensino Secundário reduziram a sua carga horária, significando em muitos casos menos 5 semanas de aulas de EF em cada ano letivo para esses alunos. Em 2016 acreditamos que estes números ainda sejam maiores, para não falar das muitas escolas que continuam a lecionar um tempo de Educação Física semanal no 3º ciclo, ao abrigo do Dec. de Lei 139/2012.

E não nos podemos esquecer da Educação Física no 1º Ciclo. No programa do Governo podemos encontrar uma série de intenções relacionados com o currículo do séc. XXI, currículo abrangente e eclético para todos e escola como uma forma de promoção da equidade social. Sendo assim, para quando a sua efetivação em todas as escolas públicas em Portugal?

Ou seja, os maiores problemas da Educação Física continuam por resolver e os compromissos assumidos por este Governo continuam por cumprir. 

O que podemos fazer? Várias iniciativas. Uma delas é marcar presença no 10º Congresso Nacional de Educação Física nos próximos dias 7, 8 e 9 de julho de 2016. Temos não só que reivindicar junto dos membros da tutela e dos vários partidos políticos que vão estar no congresso o cumprimento dos compromissos assumidos, como temos que encontrar formas de reforçar a nossa identidade profissional e a nossa contribuição muito essencial e específica para o desenvolvimento da sociedade portuguesa.

Deixamos ainda nesta publicação duas animações que foram apresentadas na Conferência Nacional de 2015 – Políticas Educativas na Educação Física e no Desporto Escolar. Perspetivas e Desafios. Lamentavelmente estes vídeos, com mais de um ano, ainda são atuais. Esperemos que rapidamente deixem de se adequar à realidade.

 

 

 

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